Consegui voltar ao estágio! Sim, pode parecer estúpido para vocês, mas passei a manhã toda a combater os meus pensamentos negativos apareciam na minha mente e estava sempre a pensar "não vou, não vou conseguir ir, não quero...". Eram estas ideas que estavam na minha mente toda a manhã. Depois dizia para mim própria "calma, tem calma... só vais de tarde... é só hoje, vais só hoje para veres como te sentes e vai correr tudo bem". Estive a ponto de não ir, mas não podia desistir sem tentar mais uma vez. E consegui ir e sobrevivi. Sinceramente, resguardei-me um pouco de algumas situações. Era suposto ter tido algumas conversas mais sérias com algumas pessoas e não tive, senti-me sem forças para tal e decidi deixar para outro dia. Estou contente por ter ido e não ter desistido. E amanhã vou ter a mesma luta, já sei. Amanhã será um dia ainda mais desafiante, talvez. Mas tenho de conseguir. Tenho de fazer os mínimos neste momento. Manter-me minimamente ativa. Sinceramente não quero saber das notas, o meu problema nunca foram as notas. Mas estou a ldiar com pessoas, crianças e jovens que precisam de apoio. Não me importo de ter uma nota fraca, mas não posso é deixar que a minha passagem por esta instituição seja igual a nada, que não se lembrem de mim depois de me ir embora, que não fique nada.
Amanhã é mais um dia. Veremos. Claro que cheguei a casa e não consegui fazer nada. Espero conseguir amanhã de manha.
Em termos alimentares, já sabemos que mais stress equivale a mais dificuldades na alimentação, portanto foi mais complicado.
PA: chá verde + 3 tostas integrais com queijinho e compota + pêra
Lanche: chá + 1 pacote de bolachas maria + 1 banana + 4 fatias de queijo (+ pão com manteiga? não tenho a certeza)
Almoço: 2 tigelas de sopa + maçã (estava super mal disposta)
Lanche: no estágio é sempre difícil lanchar para mim, esqueço-me e depois saio de lá esfomeada!
Jantar: sopa + penca e batata doce cozida + pêra
Ceia: 5 fatias de queijo + chá verde + 1 pacote de bolacha maria (e acreditem, estou-me a controlar, porque a minha vontade é comer muuuuuuito mais!)
É o preço a pagar por enfrentar o stress... Sei que não preciso de comer, mas neste momento não estou a conseguir fazer as coisas de outra forma. Pelo menos nos dias de estágio vou fazendo alguma coisa e não estou o dia todo a olhar para o ar (apesar de ser isso que me apetece fazer!).
Ou quase... O título mostra o meu objetivo e neste blog escrevo as peripécias diárias para o alcançar. Motivação, energia, apoio e boa disposição são bemvindos! :)
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Hoje foi um dia ocupado e, até certo ponto, acho que posso dizer que foi mais tranquilo.
Tentei seguir o plano do nutricionista (não consegui completamente, mas ainda assim, acho que estve melhor do que nos outros dias).
De manha tive reunião com a supervisora de estágio para em conjunto revermos as atividades que vou realizar esta semana. Na teoria está tudo bem organizado e planeado, vamos ver como corre na prática. Tranquila, Ni, tudo vai correr bem, não há nada para correr mal.
Também falamos de algumas coisas que falei com a psicóloga, nomeadamente em relação à medicação para a depressão. Tenho de pensar no assunto, porque se for mesmo por optar por medicação tenho de me comprometer a levar até ao fim. Acho que vai ser algo a discutir com a psicóloga na próxima consulta. Eu não me importo de voltar ao HSJ, desde que isso não signifique que tenho de abandonar a atual psicóloga. Mas vamos ver, até sexta ainda posso ir refletindo sobre o assunto. Até porque acho que encontrei um local onde fazem acupuntura a 20 euros cada sessão - estou disposta a ir, falar e experimentar.
De tarde fui ao gym e fiz um bom treino, 10min de corrida no início e no fim e o treino novo que trabalha todo o corpo. O exercício ajuda-ma a libertar algumas energias e a sentir-me mais leve, mas não me ajuda é a ter vontade de trabalhar depois de sair do gym. Essa parte é que foi mais difícil e hoje foi mais um daqueles dias em que praticamente não fiz nada para o estágio/tese.
Em relação à alimentação...
PA: chá verde + 2 tostas integrais com compota + 1 kiwi
Lanche: 4 bolachas integrais
Almoço: Sopa + massa com cogumelos bróculos e feijão verde (com pouco azeite, sal, alho e salsa)
Pós-Treino: Batido com leite de soja light + chia + linhaça + farelo de trigo + pêra + proteína + canela.
Lanche/Compulsão: 3 fatias de queijo + pão com manteiga + amendoins
Jantar: Sopa + fruta
Ceia: batido (àgua, proteína, canela e mel)
Sinto-me nervosa em relação a "voltar" ao estágio, mas tem de ser, tenho de ultrapassar este pequeno medo. Estou aqui só a pensar que não me apetece nada ir amanhã, não quero, não vou. Mas não pode ser. Quando estou lá, normalmente, sinto-me bem e devo aproveitar isso para mudar um bocado a maneira como me ando a sentir e sentir-me nem que seja só um bocadinho melhor. Quero evitar comer muito hoje à noite e amanhã de manhã, porque sei que isso me vai fazer sentir pior e dificultar a minha boa disposição para ir para o estágio. Mas esta semana não aceito faltar, é o meu objetivo: ir os 3 dias e fazer as 3 atividades principais planeadas e ter as 2 conversas que tenho de ter com a orientadora. Pronto.
E vai correr tudo bem, eu vou gostar, vou-me sentir bem e vou conseguir cumprir os objetivos.
Tentei seguir o plano do nutricionista (não consegui completamente, mas ainda assim, acho que estve melhor do que nos outros dias).
De manha tive reunião com a supervisora de estágio para em conjunto revermos as atividades que vou realizar esta semana. Na teoria está tudo bem organizado e planeado, vamos ver como corre na prática. Tranquila, Ni, tudo vai correr bem, não há nada para correr mal.
Também falamos de algumas coisas que falei com a psicóloga, nomeadamente em relação à medicação para a depressão. Tenho de pensar no assunto, porque se for mesmo por optar por medicação tenho de me comprometer a levar até ao fim. Acho que vai ser algo a discutir com a psicóloga na próxima consulta. Eu não me importo de voltar ao HSJ, desde que isso não signifique que tenho de abandonar a atual psicóloga. Mas vamos ver, até sexta ainda posso ir refletindo sobre o assunto. Até porque acho que encontrei um local onde fazem acupuntura a 20 euros cada sessão - estou disposta a ir, falar e experimentar.
De tarde fui ao gym e fiz um bom treino, 10min de corrida no início e no fim e o treino novo que trabalha todo o corpo. O exercício ajuda-ma a libertar algumas energias e a sentir-me mais leve, mas não me ajuda é a ter vontade de trabalhar depois de sair do gym. Essa parte é que foi mais difícil e hoje foi mais um daqueles dias em que praticamente não fiz nada para o estágio/tese.
Em relação à alimentação...
PA: chá verde + 2 tostas integrais com compota + 1 kiwi
Lanche: 4 bolachas integrais
Almoço: Sopa + massa com cogumelos bróculos e feijão verde (com pouco azeite, sal, alho e salsa)
Pós-Treino: Batido com leite de soja light + chia + linhaça + farelo de trigo + pêra + proteína + canela.
Lanche/Compulsão: 3 fatias de queijo + pão com manteiga + amendoins
Jantar: Sopa + fruta
Ceia: batido (àgua, proteína, canela e mel)
Sinto-me nervosa em relação a "voltar" ao estágio, mas tem de ser, tenho de ultrapassar este pequeno medo. Estou aqui só a pensar que não me apetece nada ir amanhã, não quero, não vou. Mas não pode ser. Quando estou lá, normalmente, sinto-me bem e devo aproveitar isso para mudar um bocado a maneira como me ando a sentir e sentir-me nem que seja só um bocadinho melhor. Quero evitar comer muito hoje à noite e amanhã de manhã, porque sei que isso me vai fazer sentir pior e dificultar a minha boa disposição para ir para o estágio. Mas esta semana não aceito faltar, é o meu objetivo: ir os 3 dias e fazer as 3 atividades principais planeadas e ter as 2 conversas que tenho de ter com a orientadora. Pronto.
E vai correr tudo bem, eu vou gostar, vou-me sentir bem e vou conseguir cumprir os objetivos.
sábado, 16 de novembro de 2013
Ontem foi dia de me sentar com o nutricionista e falar do que se andava a passar neste último mês. De facto, tenho um nutricionista que é um anjo. Acredito mesmo que caiu do céu e tive a sorte de o encontrar. É cuidadoso, muito atento e preocupa-se verdadeiramente com as pessoas. Gosto muito de falar com ele, sinto-me muito apoiada. Não lhe contei exatamente tudo, mas expliquei-lhe que estava a ser um mês difícil, que estava numa fase mais complicada e que tinha voltado a perder o controlo na alimentação. Rimo-nos um pouco, ele falou da experiência dele e de situações que também se passaram com ele. É bom sentir que não estamos sozinhos e perceber que as outras pessoas de facto nos compreendem.
Depois de toda a conversa, pesei-me (mas não vi o peso)... Mais tarde ele disse-me que de facto tinha engordado 3kg (devo estar com 68kg, mais ou menos). Ele foi um querido e disse que apesar disso, olhava para mim e achava-me igual e que não estava com valores fora do normal/saudável. Perguntou-me se queria que fizesse um plano alimentar. Eu fiquei na dúvida, mas pensei, já que vou começar tudo, dar um restart ao processo todo, incluindo as consultas com a psicóloga, posso também tentar um restart nisto. Então tenho um plano alimentar novo adequado para mim. Ele perguntou-me se eu achava que ia conseguir cumprir ou se era um período muito complicado e achava que era difícil agora pensar em cumprir o plano? Eu disse que ia tentar, que não sabia se conseguia, mas podia ser bom ter algo por onde me guiar.
Claro que sabia perfeitamente que não seria por ter um plano que a minha alimentação ia mudar, não senhora. Vou tentar melhorar aos poucos a cada dia que passa até, eventualmente, conseguir cumprir o plano.
Mas toda a conversa foi boa e fez-me bem, acho eu.
Depois fiz o meu treino novo e também gostei. Acho que a maneira como os treinos estão agora me pode motivar um pouco mais a ir ao gym. Vamos ver.
Ontem à noite, apesar da pouca vontade, fui aos anos de um amigo, jantar e depois sair. Fiquei contente por ter recusado o bolo (o que foi fácil porque tinha ovo, mas mesmo assim eu às vezes, esqueço-me desses pormenores e como na mesma) e por, apesar de ter bebido, não ter perdido o controlo. Estive sempre bem e consciente. Mas dormi pouco, acordei muito cedo. E se já me tenho sentido sem vontade de fazer nada, hoje ainda mais. Senti-me estranha e só queria estar sozinha e sossegada. Não fui ao gym, de qualquer maneira, com duas horas de sono, não me parece que fosse ser produtivo.
A alimentação foi estranhada também e irregular, mas vou tentar que amanhã melhore e pelo menos faça todas as refeições todas do plano.
Fiquei contente por ter conseguido fazer algum trabalho (muito pouco) e responder a um email de uma professora. Não posso desistir e tenho de ir dando resposta às tarefas a pouco e pouco e cumprindo o que é esperado. Pelo menos os mínimos.
Entretanto, há uns dias pesquisei alguns centros onde aceitam pessoas para tratamentos de perturbações alimentares. Acho que não vão ser uma opção, pelo menos para já. Mas pronto. Pedi informação a alguns e um deles ligou-me ontem. Foi uma chamada estranha, não estava preparada para algumas perguntas logo na primeira chamada e não me senti confortável com algumas assunções que foram feitas. Muito menos com a ideia de que "ter consultas de 15 em 15 dias ou semanalmente não a vão ajudar em nada, porque é preciso um tratamento mais intensivo, porque estes casos assim, que já duram há algum tempo, é sempre a regredir, não a melhorar, ..." como me disseram. Foi estranho. Também gostei de algumas coisas que foram ditas e obviamente eles parecem ter muito conhecimento destas perturbações, mas... numa primeira abordagem, achei um bocado exagerado.
Para já é assim que estamos.
O que quero fazer amanha?
- Arrumar o quarto.
- Organizar algumas coisas para o estágio e preparar as atividades que vou ter esta semana.
- Ler artigos para a tese.
- Alimentar-me bem
- Correr? Acho que já estou a pedir muito. Se fizer as 3 primeiras, já vai ser muito bom.
Depois de toda a conversa, pesei-me (mas não vi o peso)... Mais tarde ele disse-me que de facto tinha engordado 3kg (devo estar com 68kg, mais ou menos). Ele foi um querido e disse que apesar disso, olhava para mim e achava-me igual e que não estava com valores fora do normal/saudável. Perguntou-me se queria que fizesse um plano alimentar. Eu fiquei na dúvida, mas pensei, já que vou começar tudo, dar um restart ao processo todo, incluindo as consultas com a psicóloga, posso também tentar um restart nisto. Então tenho um plano alimentar novo adequado para mim. Ele perguntou-me se eu achava que ia conseguir cumprir ou se era um período muito complicado e achava que era difícil agora pensar em cumprir o plano? Eu disse que ia tentar, que não sabia se conseguia, mas podia ser bom ter algo por onde me guiar.
Claro que sabia perfeitamente que não seria por ter um plano que a minha alimentação ia mudar, não senhora. Vou tentar melhorar aos poucos a cada dia que passa até, eventualmente, conseguir cumprir o plano.
Mas toda a conversa foi boa e fez-me bem, acho eu.
Depois fiz o meu treino novo e também gostei. Acho que a maneira como os treinos estão agora me pode motivar um pouco mais a ir ao gym. Vamos ver.
Ontem à noite, apesar da pouca vontade, fui aos anos de um amigo, jantar e depois sair. Fiquei contente por ter recusado o bolo (o que foi fácil porque tinha ovo, mas mesmo assim eu às vezes, esqueço-me desses pormenores e como na mesma) e por, apesar de ter bebido, não ter perdido o controlo. Estive sempre bem e consciente. Mas dormi pouco, acordei muito cedo. E se já me tenho sentido sem vontade de fazer nada, hoje ainda mais. Senti-me estranha e só queria estar sozinha e sossegada. Não fui ao gym, de qualquer maneira, com duas horas de sono, não me parece que fosse ser produtivo.
A alimentação foi estranhada também e irregular, mas vou tentar que amanhã melhore e pelo menos faça todas as refeições todas do plano.
Fiquei contente por ter conseguido fazer algum trabalho (muito pouco) e responder a um email de uma professora. Não posso desistir e tenho de ir dando resposta às tarefas a pouco e pouco e cumprindo o que é esperado. Pelo menos os mínimos.
Entretanto, há uns dias pesquisei alguns centros onde aceitam pessoas para tratamentos de perturbações alimentares. Acho que não vão ser uma opção, pelo menos para já. Mas pronto. Pedi informação a alguns e um deles ligou-me ontem. Foi uma chamada estranha, não estava preparada para algumas perguntas logo na primeira chamada e não me senti confortável com algumas assunções que foram feitas. Muito menos com a ideia de que "ter consultas de 15 em 15 dias ou semanalmente não a vão ajudar em nada, porque é preciso um tratamento mais intensivo, porque estes casos assim, que já duram há algum tempo, é sempre a regredir, não a melhorar, ..." como me disseram. Foi estranho. Também gostei de algumas coisas que foram ditas e obviamente eles parecem ter muito conhecimento destas perturbações, mas... numa primeira abordagem, achei um bocado exagerado.
Para já é assim que estamos.
O que quero fazer amanha?
- Arrumar o quarto.
- Organizar algumas coisas para o estágio e preparar as atividades que vou ter esta semana.
- Ler artigos para a tese.
- Alimentar-me bem
- Correr? Acho que já estou a pedir muito. Se fizer as 3 primeiras, já vai ser muito bom.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Obrigado pelo carinho e preocupação que têm demonstrado. :) Ontem quando a minha orientadora me perguntou se havia alguém com quem eu falasse de tudo o que se passa eu falei do blog, de vocês, disse que era o único sítio em que era completamente transparente.
Hoje foi mais um dia de emoções.
Não consegui ir para o estágio, liguei de manhã a dizer que não me sentia bem e que não ia. Tive sorte que consegui marcar a consulta com a psicóloga para depois de almoço. Claro que a manhã foi passada a olhar para a tv e a comer (sim, fui de novo comprar coisas para comer, uma grande estupidez).
Lá fui para a consulta. Correu bem. Consegui falar de muita coisa e senti-me compreendida. Tudo o que a psicóloga me disse no final fez-me sentido. Basicamente foi isto: Ela disse que o que a preocupa mais não é tanto o comer em excesso, diz que percebe que me preocupe a mim, porque sempre foi uma obsessão minha, mas a ela preocupa-lhe mais a letargia que tenho vindo a sentir já há bastante tempo. Porque antes eu tinha estes momentos de deslize/descontrolo, mas acabava por conseguir dar a volta e desta vez sinto que é mais difícil, não me sinto capaz e demonstro cansaço, falta de energia e pouca vontade para o que quer que seja. Então, ela disse que esta letargia que sinto é comum e é um dos principais sintomas de uma perturbação de humor. E disse que há uma grande relação entre as perturbações do comportamento alimentar e as perturbações de humor, mas que neste momento se torna mais evidente e mais importante resolver a situação da perturbação de humor, que por sua vez me irá ajudar a melhorar também estas questões de alimentação.
A mim fez-me sentido. Sinceramente, já tenho vindo a sentir esta letargia há algum tempo, mas agora manifesta-se mais porque tenho tarefas e compromissos para cumprir, não é? Confesso que quando ela me falou em depressão fiquei um bocado abananada, mas não era algo que estivesse muito longe do meu pensamento. Mas ouvir da boca de um profissional torna sempre a coisa mais séria e mais real.
Então ela disse que havia 3 possibilidades: 1) manter o acompanhamento com ela e simultaneamente optar por um tratameno alternativo, como a acupuntura (com o qual ela já viu resultados, mas pode ser caro); 2) manter o acompanhamento com ela e ir à médica de família para que esta me receite um antidepressivo e 3) voltar a ser acompanhada no Hosp. São João.
Ora, a opção 3 está fora de questão, não quero perder o acompanhamento com esta psicóloga e começar no HSJ porque da última vez não achei suficiente. Entre as outras duas, preferia a opção 1 porque não sou muito de medicamentos, mas não sei se vou conseguir, devido aos custos.
O que é que vocês acham? Conhecem algum sítio onde a acupuntura seja baratinha, mas sejam bons profissionais? Conhecem outros tratamentos alternativos?
Como me sinto com tudo isto? Meia baralhada, confusa, com a cabeça feita num oito. É estranho, mas sinto que pelo menos já dei o primeiro passo, já tenho ao meu lado pessoas que me podem ajudar a retomar o meu caminho.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Hoje foi dia de emoções e foi dia também de faltar ao estágio com a autorização da minha orientadora. Fui falar com ela e mal começamos a falar as lágrimas começaram a cair, não aguentei. Estava mesmo a precisar de um momento para falar e deitar cá para fora. A orientadora foi muito compreensiva e ajudou-me a pensar na situação, nas possíveis soluções daqui para a frente, o que poderemos fazer. Perguntou-me o que eu achava melhor, o que queria fazer e se precisava de um tempo de descanso do estágio.
Por um lado queria esse descanso do estágio, por outro acho que vai sendo das poucas coisas que me mantém sã e me faz sair de casa e quebrar os ciclos de comer este mundo e o outro. Por isso para já acho que vou manter o estágio, pelo menos até falar de novo com a psicóloga e juntas discutirmos como vamos lidar com isto. A minha orientadora disse que havia muitas opções a tomar conforme eu achasse melhor: podia ser encaminhada para um psicólogo mais específico destes problemas, um psiquiatra, etc.
Em desabafo eu disse-lhe que se pudesse às vezes apetecia-me pegar no meu dinheiro e ir para um centro qualquer especializado nestas questões e ficar lá em tratamento. Sinceramente, às vezes é o que me apetece, porque sinto que tenho tantos estímulos à volta que não me ajudam em nada. Mas provavelmente não tenho dinheiro para pagar esse tipo de tratamentos e não queria desistir do estágio, se bem que não está completamente fora de questão esta opção.
No meio da conversa, volta e meia, lá vinham as lágrimas. Ela disse-me que realmente eu estava a ver o mundo com lentes muitos escuras e que não podia continuar assim. Disse para insistir com a psicóloga para marcar uma consulta muito brevemente (caso não tivesse resposta até amanhã para lhe dizer). Falou na possibilidade de fármacos que poderiam ser uma possibilidade, obviamente aliada à psicologia. Disse-me para não ser tão exigente comigo nomeadamente em termos do estágio, que estava a fazer um bom trabalho, que não tinha nada de achar que estava a fracassar.
As minhas emoções estavam todas à flor da pele depois da reunião, as lágrimas estavam sempre a surgir e disse que não conseguia ir ao estágio, não queria correr o risco de começar a chorar em frente aos míudos. E não fui. Vim para casa, sentei-me no sofá a ver tv e a comer (não comi coisas muito más, não tinha em casa, foi a minha sorte, mas comi bastante). Só me sabe bem estar sozinha. Quando o meu irmão e a minha mãe chegaram a casa eu só queria que eles se fossem embora e me deixassem em paz - e tenho plena noção que eles não fizeram/disseram nada de mal para me chatear.
O mal estar, a sensação de tristeza, cansaço e falta de energia mantêm-se. A vontade de ir para o estágio amanhã não sei onde está.
Só quero que a consulta com a psicóloga seja ainda esta semana. E espero que sexta com o nutricionista também ajude um pouco.
Foi um dia em que não fiz específicamente nada, mas estou de rastos.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Mais um passo a pedir ajuda.
Ok, a questão é esta. Eu sou muito boa, parece-me, a fingir junto das outras pessoas que não estou assim tão mal. Sou boa até a fingir para mim própria. Acho que nunca, a não ser com uma psicóloga (que depois me abandonou) me abri a sério com nenhum profissional. Não consigo. Porque estou tão habituada a colocar uma capa e a dizer que estou bem que nas situações em que posso mostrar o lado negro à vontade, não o consigo fazer. Por isso é que só consigo pedir ajuda nos momentos de crise, quando estou mesmo a bater no fundo. Algumas de vocês até me avisaram antes para eu pedir ajuda, mas eu achava que "não estava assim tão mal". Acho que muito se deve também às minhas mudanºas de humor. Levanto-me e o mundo parece-me negro, não tenho esperanças, nada. Depois melhoro e já estou bem, não vale a pena pedir ajuda nem falar do que já passou. Mas depois volto a vir abaixo, a ter outra crise e começa tudo outra vez. É horrível, porque não sei o que esperar de mim própria. Enfim.
Hoje, como ainda não tive resposta da psicóloga (e receio não ter brevemente) mandei um email a uma professora minha, que é minha orientadora de estágio. Tinha de ser. Disse-lhe que já tenho estes problemas há cerca de 3 anos, que estava bem, mas há cerca de um mês voltei a piorar e que os últimos dias têm sido muito dificeis e que, apesar de querer dedicar-me ao estágio, não consigo, não tenho vontade, praticamente não trabalho nada em casa e isso ainda me deixa mais frustrada. Conclusão? Amanhã tenho uma reunião com ela na faculdade. Estou nervosa e ansiosa. Sei que não é nada de mais, mas estou nervosa. E não paro de pensar "Ni, tens de lhe contar a verdade toda... Se tiveres de chorar chora, por favor, tira essa capa para que as pessoas te possam ajudar". Isto porque me imagino a chegar lá e a dizer coisas como "Ontem tive uma manhã má, mas já estou melhor não se preocupe... Há dias mais difíceis, mas eu hei-de conseguir, todos temos problemas, eu sei que comer de mais de vez em quando não tem mal e é uma estupidez estar a fazer um grande drama com isto". Obviamente não quero armar-me em vítima, mas eu tenho de ser sincera, perder a vergonha e falar sobre isto. Toda a gente olha para mim e vê uma pessoa forte, que vai em frente sempre e luta pelos sonhos... e eu sei que sou essa pessoa também, mas neste momento, são mais os períodos de tempo em que não sou assim, pelo contrário, estou triste, frustrada, sem vontade, apática.
Agora mesmo, até sinto alguma motivação e força. Estou a pensar que sou capaz, que se calhar devia voltar a apostar no desafio até ao natal/ano novo e esforçar-me. Estou a pensar que consigo. Estou a pensar que amanhã de manhã quero acordar e ir correr em jejum, depois tomar um pequeno almoço saudável, preparar as minhas coisas, ir à reunião e depois estágio. Estou a pensar que se calhar exagerei e não devia ter enviado o email e bláblábla... todas aqui sabemos que fiz bem em pedir ajuda.
Em relação ao dia de hoje, foi completamente irregular em termos alimentares:
Manhã (das 8h30 até Às 10h30): uma tigela de papas de aveia, outra de nestum e outra de cerelac, banana, laranja, pão com manteiga (e acho que foi tudo).
Hora de almoço: Chá verde e 1 pêra
Jantar: salada de grão de bico com tomate, cebola e queijo fresco + banana e maçã + pão tostado com azeite + chá verde e bolachas de aveia.
E os meus dias começam a ficar todos desregulados no que toca a alimentação, não gosto disto, não é um bom sinal.
Hoje, como ainda não tive resposta da psicóloga (e receio não ter brevemente) mandei um email a uma professora minha, que é minha orientadora de estágio. Tinha de ser. Disse-lhe que já tenho estes problemas há cerca de 3 anos, que estava bem, mas há cerca de um mês voltei a piorar e que os últimos dias têm sido muito dificeis e que, apesar de querer dedicar-me ao estágio, não consigo, não tenho vontade, praticamente não trabalho nada em casa e isso ainda me deixa mais frustrada. Conclusão? Amanhã tenho uma reunião com ela na faculdade. Estou nervosa e ansiosa. Sei que não é nada de mais, mas estou nervosa. E não paro de pensar "Ni, tens de lhe contar a verdade toda... Se tiveres de chorar chora, por favor, tira essa capa para que as pessoas te possam ajudar". Isto porque me imagino a chegar lá e a dizer coisas como "Ontem tive uma manhã má, mas já estou melhor não se preocupe... Há dias mais difíceis, mas eu hei-de conseguir, todos temos problemas, eu sei que comer de mais de vez em quando não tem mal e é uma estupidez estar a fazer um grande drama com isto". Obviamente não quero armar-me em vítima, mas eu tenho de ser sincera, perder a vergonha e falar sobre isto. Toda a gente olha para mim e vê uma pessoa forte, que vai em frente sempre e luta pelos sonhos... e eu sei que sou essa pessoa também, mas neste momento, são mais os períodos de tempo em que não sou assim, pelo contrário, estou triste, frustrada, sem vontade, apática.
Agora mesmo, até sinto alguma motivação e força. Estou a pensar que sou capaz, que se calhar devia voltar a apostar no desafio até ao natal/ano novo e esforçar-me. Estou a pensar que consigo. Estou a pensar que amanhã de manhã quero acordar e ir correr em jejum, depois tomar um pequeno almoço saudável, preparar as minhas coisas, ir à reunião e depois estágio. Estou a pensar que se calhar exagerei e não devia ter enviado o email e bláblábla... todas aqui sabemos que fiz bem em pedir ajuda.
Em relação ao dia de hoje, foi completamente irregular em termos alimentares:
Manhã (das 8h30 até Às 10h30): uma tigela de papas de aveia, outra de nestum e outra de cerelac, banana, laranja, pão com manteiga (e acho que foi tudo).
Hora de almoço: Chá verde e 1 pêra
Jantar: salada de grão de bico com tomate, cebola e queijo fresco + banana e maçã + pão tostado com azeite + chá verde e bolachas de aveia.
E os meus dias começam a ficar todos desregulados no que toca a alimentação, não gosto disto, não é um bom sinal.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
A psicóloga ainda não me disse nada... Mas também só passou um dia. Vou esperar novidades durante esta semana.
Hoje acordei como um zombie, nem sei como me consegui levantar. Senti-me doente, dormi mal, estava sem forças, mas teve de ser.
De tarde, fui ao ginásio conhecer o meu novo treino e senti-me um bocadinho mais motivada para treinar. Acho que vou gostar mais do treino, parece-me mais adequado a mim e estou com vontade de experimentar. Depois coloco aqui no blog. Agora falta a avaliação com o nutricionista na sexta. Sábado já falei um pouco com ele e ele disse que esta época é sempre mais difícil, vem o frio e o corpo pede mais calorias - mas ele não deve estar a ver bem a coisa, não são algumas calorias a mais, são imeeeeeeeensas calorias a mais. E depois no final disse-me "é uma luta, não é?" e eu, obviamente, concordei.
Em termos de alimentação o dia de hoje foi melhor do que os últimos, acho eu, mas também ainda não acabou.
O pequeno almoço foi chá verde, banana e pêra. Saí à pressa de casa.
A meio da manhã comi umas 4 bolachas integrais.
O almoço foi arroz de legumes, seguido de uma tabelete de chocolate e de pão com manteiga.
O lanche foi uma pêra e antes do jantar comi outra banana.
O jantar foi 3 tigelas de sopa (sem batata), pêra e puré de maçã.
Ceia? Pois, não sei. Provavelmente vou comer alguma coisa. Estava a pensar em chá e 4 bolachas de aveia... mas outra parte da minha mente também pensa em pão com manteiga e cereais. Vamos ver que lado ganha!
Agora depois de jantar fiquei com cara de parva a olhar para a minha mãe enquanto ela dizia ao namorado: "A Ni, é muito engraçada, tem alturas em que come muitas guloseimas e depois vira-se para mim e diz 'ó mãe, por favor não compres destas coisas ou então esconde-as'... mas depois o que é que comes? Ah comes o pão, não é? Não é Ni, é isso não é?" Disse isto a rir-se, como se tivesse piada. E eu respondi-lhe com um "é, mãe" seco. Deu para perceber que a minha mãe percebeu o "pedido de ajuda"... Ou não. Mas a culpa não é dela. Não vou pensar mais nisso. Ela faz o melhor que sabe e ponto final. E eu vou continuar a fazer também o melhor que sei.
Hoje acordei como um zombie, nem sei como me consegui levantar. Senti-me doente, dormi mal, estava sem forças, mas teve de ser.
De tarde, fui ao ginásio conhecer o meu novo treino e senti-me um bocadinho mais motivada para treinar. Acho que vou gostar mais do treino, parece-me mais adequado a mim e estou com vontade de experimentar. Depois coloco aqui no blog. Agora falta a avaliação com o nutricionista na sexta. Sábado já falei um pouco com ele e ele disse que esta época é sempre mais difícil, vem o frio e o corpo pede mais calorias - mas ele não deve estar a ver bem a coisa, não são algumas calorias a mais, são imeeeeeeeensas calorias a mais. E depois no final disse-me "é uma luta, não é?" e eu, obviamente, concordei.
Em termos de alimentação o dia de hoje foi melhor do que os últimos, acho eu, mas também ainda não acabou.
O pequeno almoço foi chá verde, banana e pêra. Saí à pressa de casa.
A meio da manhã comi umas 4 bolachas integrais.
O almoço foi arroz de legumes, seguido de uma tabelete de chocolate e de pão com manteiga.
O lanche foi uma pêra e antes do jantar comi outra banana.
O jantar foi 3 tigelas de sopa (sem batata), pêra e puré de maçã.
Ceia? Pois, não sei. Provavelmente vou comer alguma coisa. Estava a pensar em chá e 4 bolachas de aveia... mas outra parte da minha mente também pensa em pão com manteiga e cereais. Vamos ver que lado ganha!
Agora depois de jantar fiquei com cara de parva a olhar para a minha mãe enquanto ela dizia ao namorado: "A Ni, é muito engraçada, tem alturas em que come muitas guloseimas e depois vira-se para mim e diz 'ó mãe, por favor não compres destas coisas ou então esconde-as'... mas depois o que é que comes? Ah comes o pão, não é? Não é Ni, é isso não é?" Disse isto a rir-se, como se tivesse piada. E eu respondi-lhe com um "é, mãe" seco. Deu para perceber que a minha mãe percebeu o "pedido de ajuda"... Ou não. Mas a culpa não é dela. Não vou pensar mais nisso. Ela faz o melhor que sabe e ponto final. E eu vou continuar a fazer também o melhor que sei.
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